Friday, August 24, 2012

Siará


O peixe
 
Tendo por berço o lago cristalino,
Folga o peixe, a nadar todo inocente,
Medo ou receio do porvir não sente,
Pois vive incauto do fatal destino.

Se na ponta de um fio longo e fino
A isca avista, ferra-a insconsciente,
Ficando o pobre peixe de repente,
Preso ao anzol do pescador ladino.

O camponês, também, do nosso Estado,
Ante a campanha eleitoral, coitado!
Daquele peixe tem a mesma sorte.

Antes do pleito, festa, riso e gosto,
Depois do pleito, imposto e mais imposto.
Pobre matuto do sertão do Norte! 

Patativa do Assaré

3 comments:

Paulo Medeiros said...

Sensacional, Monstro!!!

Vinicius Barros said...

isso ta mt foda dieguera

aliás... kd vc omiii???
sumiu pô

abs!

Walfrido said...

Ta Muito massa cara, inspirador como sempre.